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Meituan Dianping: o reino de US$ 97.53 bilhões da entrega

Meituan Dianping é uma gigante chinesa especializada em reservas e entrega de produtos. Talvez você nunca tenha ouvido falar da companhia, já que o serviço não está disponível no Brasil, mas na Ásia, ela reina com o apoio da Tencent. Se você não conhece os serviços da Meituan Dianping, pense na fusão do Groupon, iFood e Sympla, um marketplace gigantesco de reservas e entregas. Através do app da empresa, é possível realizar reservas de hotéis, comprar ingressos de cinemas, teatros e shows e pedir delivery de comida e praticamente qualquer outro produtos. A empresa responsável pela movimentação de 27,7 bilhões de transações, no valor de US$ 33,8 bilhões no primeiro semestre de 2018. E entre 2015 e 2017, ela teve um impressionante crescimento de receita de 744%. Em 2019, a Meituan Dianping foi eleita a empresa mais inovadora do mundo, pelo ranking anual da Fast Company, que conta com concorrentes como Apple, Disney, Twitch, Shopify e outras. Na “coroação”, a Fast Company ressalta o papel que a Meituan Dianping tem na conexão entre usuários finais e empresas locais através de um sistema sofisticado que torna essa relação cada vez mais simples. Mas o que faz a Meituan Dianping tão inovadora frente suas concorrentes do ramo da entrega? A História da Gigante Meituan Dianping A empresa, criada em 2010 pelo empresário Wang Xing, é resultado de uma fusão entre duas empresas, a Meituan e a Dianping. Antes da fusão, a Meituan focava na indústria de delivery de comida, enquanto que a Dianping focava no desenvolvimento de análises e gestão de reviews de restaurantes. Quando a fusão foi concluída, o Alibaba - que apoiava a Meituan vendeu todas as suas ações e criou um novo app, o Ele.me. Nesse momento, elas também adotaram uma estratégia de gestão local, focada na recomendação de serviços com base em sua geolocalização. Atualmente, alimentação continua sendo o carro forte da companhia, mas através de um base de dados gigantesca de usuários de alta frequência, a empresa busca personalizar ofertas para impulsionar outros serviços de baixa frequência que estão perto dos estabelecimentos de comida favorito de seus usuários. A empresa oferece aos usuários quatro aplicativos, separados por funções e mercados. Meituan Waimai é o braço focada em delivery de comida. Maoyan foca em venda e reserva de tickets e ingressos. Dazhong Dianping gerencia os sistemas de reviews e de coupons de todas as unidades e o Meituan é responsável por sistema de descontos e gestão de promoções para grupos. Inovações Meituan Dianping Venda Cruzada A ideia básica do modelo de negócio da Meituan é a venda cruzada, com foco no fortalecimento local. A Meituan percebeu que uma parcela significativa dos jovens chineses não cozinhavam, mas que também não queriam sair todos os dias para comer. A melhor solução seria que eles pudessem comer dentro de casa a comida feita por outros. Mas o custo da logística dessa entrega tornava inviável pedidos frequentes. A Meituan começou então a subsidiar a compra, com cupons de desconto e ofertas. A ideia por trás disso era capitalizar essa base, criando mercados que usualmente aconteciam só offline, como cabelereiros. Conhecendo o hábito do consumidor e sua localização, a DIanping poderia oferecer uma venda cruzada personalizada à uma base já engajada. Smart Dispatch O sistema Smart Dispatch da Meituan, lançado em 2015, é responsável pela gestão eficiente de seus 600 mil motociclistas. Como muitos pedidos são feito a cada minuto, o sistema designa qual entregador será responsável por quais entregas e em que ordem elas serão feitas. O Smart Dispatch calcula 2,9 bilhões de planos de rota a cada hora, buscando otimizar a capacidade de seus entregadores. Seria impossível ter a eficiência comportada hoje se as rotas fossem calculadas por humanos. Desde o lançamento, o Smart Dispatch foi responsável pela redução do tempo de entrega em 30%. Sistema de Avaliação e as soluções de Marketing Meituan Dianping O ecossistema de estabelecimentos e clientes ativos da empresa somado ao seu sistema de avaliação dá a Meituan uma base de dados com mais de 4 bilhões de comentários e análises, além de milhões de fotos e vídeos criados pelos usuários do aplicativo. Através da arte de gestão desses dados, a Meituan oferece soluções de marketing, ERP, mecanismos de pesquisa, promoção de imagens, anúncios e sistemas de pagamentos para que os gestores dos estabelecimentos cadastrados possam melhorar seus negócios. Inteligencia Coletiva A base ativa da Meituan Dianping talvez seja a chave do sucesso da companhia. Através dos conteúdos gerados organicamente pelos seus usuários e parceiros, a companhia consegue funcionar como uma grande biblioteca de informação. Dicas de viagens, sugestão de cosméticos personalizados, reviews sobre atendimentos médicos. Tudo isso pode ser encontrado no app, tornando-um um grande nome da lista dos “Super Apps”. Xiaodai - AI auto dirigível A empresa vem trabalhando no Xiaodai, um veículo inteligente capaz de fazer entregar. Utilizando a inteligencia do sistema Smart Dispatch, o robô é capaz de seguir a rota de entrega, entregando alimentos de forma rápida e sem humanos. A iniciativa dos robôs de entrega tem sido uma tendencia seguida por diferentes empresas, um exemplo é a Starship. O App Maoyan O Maoyan merece um pouco da nossa atenção. Lançado há 8 anos atrás, ele conseguiu se tornar líder na indústria cinematográfica, não apenas gerindo a venda dos ingressos, como também fornecendo um grande catálogo de críticas de filmes. O serviços conseguiu atingir toda China, atendendo praticamente todas as suas cidades, teatro e cinemas. Mais de 60% desse mercado, mas a empresa ainda não conseguiu gerar lucro. Conclusão A arte de gestão dos dados da Meituan Dianping tem feita a empresa se destacar mundialmente, criando reputação junto à aplicativos como WeChat. Ao aplicar mercados locais com um complexo sistema de pesquisa sobre os usuários sobre esses mercados, a empresa consegue melhorar toda ecossistema com rapidez. O crescimento da empresa impulsiona o crescimento dos negócios locais registrados no aplicativo e por sua vez, o crescimento desses negócios também impulsionam o crescimento da Meituan. É um ecossistema que se fortalece em diferentes lados e através de diferentes setores.

O Trabalho do Futuro: Mapeando Oportunidades

Este artigo analisa as oportunidades do trabalho do futuro na nova economia mundial e as habilidades necessárias para aproveitar as oportunidades que surgirão com o desenvolvimento de tecnologias disruptivas e inovadoras. Desde a Revolução Industrial, a rotatividade e a substituição regular de velhos tipos de trabalhos por novos está se acelerando. Assim como a erosão dos trabalhos formais. Agora, na Quarta Revolução industrial, as inteligências artificiais estão aumentando a produtividade dos humanos e também apresentam a possibilidade de substituir esses mesmos humanos. Apesar da discussão sobre a substituição da mão de obra humana por robôs, o desenvolvimento de novas tecnologias também cria demanda por milhões de novos empregos, com vastas novas oportunidade para as pessoas. Mas a questão é as novas oportunidades de trabalho mudarão de acordo com a necessidade da evolução tecnológica, econômica e social. De acordo com o Fórum Económico Mundial, até 2030, entre 75% e 85% das profissões do futuro ainda não existam hoje. Então é preciso lembrar, as transformações são a regra e para atender a demanda dos empregos emergentes, é necessário estar atento ao futuro, observando tecnologias que ainda não estão completamente desenvolvidas. Nós criamos uma lista de mais de 50 produtos e tecnologias inovadoras que vão desenhar as tendências do futuro. Mas aqui, vamos focar em alguns problemas da sociedade e os possíveis trabalhos do futuro. Conheça os Trabalhos do Futuro A criação de novas tecnologias será responsável por impulsionar o crescimento de novas habilidades, que serão responsáveis pelos postos dos trabalhos do futuro. O Fórum Econômico Mundial apresentou em Davos no início deste ano, um conjunto de sete clusters que devem representar a maioria dos postos de trabalho emergentes na Nova Economia. Segundo o relatório, as áreas são: (1) Economia do Cuidado (2) Data e Inteligência Artificial (3) Engenharia e Computação de Nuvem (4) Economia Verde (5) Pessoas e Cultura (6) Desenvolvimento de Produtos (7) Vendas, Marketing e Conteúdo (1) A Economia do Cuidado Em todo o mundo, o número de pessoas com mais de 65 anos vai dobrar entre 2019 e 2050. Em 2030, a geração mais velha dos EUA deve superar em números totais seus filhos pela primeira vez na história do país. O envelhecimento da população é um grande problema econômico e também um problema de saúde pública, que vai de problemas biológicos à problemas psicológicos causados por exemplo, pela solidão. Novos produtos e serviços precisarão ser criados para solucionar esses problemas. As oportunidades emergentes dessa nova realidade são abundantes e serão responsáveis por uma parcela relevante dos postos de trabalho do futuro. >Exemplos de trabalhos do futuro da Economia do Cuidado: treinadores atléticos, trabalhadores de recreação, assessores de cuidados pessoais, terapeutas respiratórios, instrutores de aeróbica, terapeutas ocupacionais e fisioterepeutas. (2) Economia de Dados e Inteligência Artificial O mundo se torna cada vez mais complexo, global e interconectado. Para lidar com a crescente complexidade e volume de informações que são criados a cada segundo, a inteligência artificial terá um papel sem precedente para compreensão e desenvolvimento de soluções para os problemas do futuro. >Exemplos de trabalhos do futuro da Economia de Dados: especialista em inteligência artificial, cientista de dados, engenheiro de dados, especialista em Big Data, analista de dados e analista de insights (3) Engenharia e Computação de Nuvem A crescente complexidade dos negócios e de seus processos cria desafios cotidianos para o armazenamento e processamento de informações, em qualquer negócio. Se somarmos essa complexidade ao crescente número de ataques hackers e dispositivos comprometidos, criamos um campo minado nas empresas, que pode explodir qualquer hora. Os engenheiros de computação em nuvem são responsáveis por criar sistemas interoperáveis, robustos, flexíveis e seguros. >Exemplos de trabalhos do futuro em Engenharia e Computação de Nuvem: engenheiro de Cloud, desenvolvedor Python, engenheiro Full Stack, desenvolvedor Javascript, desenvolvedor Back End, desenvolvedor de software Dotnet, engenheiro de plataforma e gestor de DevOps Economia Verde O aumento da produção, consumo e crescimento da população está completamente relacionado com a economia verde. Para sustentar nosso crescimento, é necessário que desenvolvamos fontes sustentáveis de energia e formas eficientes de lidar com nosso lixo, que inclusive já está se tornando um problema fora da Terra. A economia verde tem a missão de tornar nossa vida possível e ela será responsável por muitos trabalhos no futuro. Em entrevista ao El Pais, Ignacio Galán, presidente da holding Iberdrola, responsável no Brasil pelo controle da Neoenergia e das distribuidoras Coelba, Celpe, Cosern e Elektro, acredita que o setor de energia sustentável pode gerar até 30.000 empregos. Para Galán, a única solução para a crise da covid-19 é a mudança de atitude, rumo ao sustentável. >Exemplos de trabalhos do futuro na Economia Verde: técnico de sistemas de gestão de gás metano/aterro, técnico de turbinas eólicas, técnicos de processamento de biocombustíveis, instaladores de energia solar, especialistas em recursos hídricos, diretores de sustentabilidade, especialistas em sustentabilidades, engenheiros de água/esgoto, operadores de reatores de energia nuclear e especialistas em prevenção de incêndio e desmatamento. Pessoas e Cultura O desenvolvimento de novas tecnologias cria tanto um desafio para os trabalhadores, que precisam desenvolver novas habilidade, como para as empresas, que precisam dessa mão de obra para criar produtos inovadores e responder às mudanças da sociedade. As empresas precisam criar sistemas eficientes de recrutamento e onboarding para lidar com a crescente dinâmica dos novos postos de trabalhos, assim como criar culturas internas capazes de reter esses especialistas. >Exemplos de trabalhos do futuro sobre pessoas e cultura: recrutador de mão de obra de tecnologia da informação, especialista em aquisição de talentos, gerenciamento de negócios, desenvolvimento de funcionários, especialista em parcerias de negócios e recursos humanos. Desenvolvimento de Produtos A rápida transformação da sociedade exige que as empresas desenvolvam novos produtos de forma cada vez mais eficiente. Agora, novos lançamentos periódicos e atualizações deixaram de ser um diferencial e se tornaram uma regra. Para lidar com a constante mudança no desejo dos consumidores, é necessário especialistas capazes de criar novo produtos em tempo recorde e com qualidade inquestionável. >Exemplos de trabalhos do futuro no Desenvolvimento de Produtos: product owner, assistentes de teste de qualidade, coach em metodologia ágil, engenheiro de qualidade de software, analista de produtos, especialista em Scrum e gestor de produtos digitais. Economia da Atenção: Vendas, Marketing e Conteúdo A criação de conteúdos e negócios digitais é cada vez mais simples. Qualquer pessoa pode criar um canal, um blog e um e-commerce em poucos minutos. A internet virou uma plataforma de guerra por audiência. Por isso, os especialistas em conteúdo, vendas e marketing digital, que conseguirem os melhores rankings em indexadores e forem capazes de fidelizar os clientes, terão um papel primordial em qualquer empresa. E serão responsáveis por grande parte do sucesso dos negócios. >Exemplos de trabalhos do futuro na Economia da Atenção: produtor de conteúdo, especialista em growth hacker, especialista em sucesso do consumidor, gestor de mídia social, representante de vendas, especialista em conteúdo, especialista em parcerias, gestor de e-commerce, CSO, CMO e copywrite. Conclusão Na última década, muitas nações estão passando por perdas significativas em postos de trabalho. Os países desenvolvidos que concentram os trabalhos relacionados ao desenvolvimento de novas tecnologias conseguem fugir um pouco desse cenário. Mas, não importa o país, em todo mundo há uma crescente substituição dos postos de trabalho e o surgimento de novas habilidades para respostas aos novos desafios da Nova Economia. Apesar do encolhimento na oferta geral de vagas, novas oportunidades de emprego continuaram a surgir. Para se preparar para esse novo mundo, os trabalhadores precisarão olhar para o futuro e enxergar oportunidades que ainda não estão consolidadas. É preciso estar preparado para a disrupção!

Pequenas e Médias Empresas Multinacionais

Nick Szabo - 1993 Atualmente, a grande maioria das empresas do planeta é pequena, mas a grande maioria dos negócios multinacionais é conduzida por grandes corporações. No futuro, a distribuição de tamanho das multinacionais se aproximará das empresas locais. A mudança de fase entre esses estados pode ser bastante rápida, uma vez que os custos de telecomunicações e transporte passam por um "ponto de fusão", criando uma grande variedade de novas pequenas empresas multinacionais e indústrias para apoiar esses negócios. Barreiras para pequenos negócios multinacionais incluem legal: labirinto proibitivamente complexo de jurisdições idioma/cultura custos de telecomunicações custos de transportes Tanto os custos de transporte quanto de telecomunicação se tornaram muito baixos, de forma nunca antes vistos e com os custos de telecomunicação de fibra ótica, as ordens de magnitude cairão ainda mais. Pequenas empresas podem cortar o Nó górdio das jurisdições com as tecnologias de independência jurisdicional, incluindo forte criptografia para comunicações e bancos de dados, caixa digital, firewalls, prevenção de tráfego com servidores proxy e mixes digitais e outras medidas de segurança do sistema. Para que o uso desses recursos se torne rotineiro, eles devem ser disponibilizados de maneira contínua nos equipamentos e softwares de telecomunicações usados ​​pelas pequenas empresas. Em suas transações comerciais, as empresas lidam cada vez mais com arbitradores de disputas específicas do setor, em vez de jurisdições jurídicas tradicionais, e as informações de auditoria das transações serão compartilhadas apenas entre as partes necessárias para resolver a disputa. As empresas aprenderão a compartilhar as informações necessárias para atrair investimentos e vendas, apenas para aqueles investidores e clientes, sem comprometer seu status legal em qualquer mercado importante no labirinto de jurisdições obscuras nas quais operam. As empresas que primeiro trouxerem essas capacidades para pequenas empresas internacionais, com preços acessíveis conseguiram colher grandes fortunas. O novo paradigma dos contratos inteligentes pode fornecer a base para a construção dessas ferramentas. Uma vez que a independência jurisdicional é conquistada, as pequenas empresas têm oportunidades quase infinitas de arbitrar entre os pontos fortes e fracos relativos de várias localidades em vários aspectos de seus negócios, da mesma forma que as multinacionais atualmente aproveitam os encargos regulatórios relaxados e os baixos custos trabalhistas nos países do Terceiro Mundo. A intervenção do governo provavelmente custa à economia global mais de 3 trilhões de dólares anualmente; assim, vastos mercados aguardam para serem rompidos ao curto-circuito na intervenção dos governos nos mercados macro e micro. Idioma e cultura podem permanecer as maiores barreiras. Temos dois métodos de ataque: A ascensão das nações virtuais. Pequenas empresas multinacionais podem falar inglês, japonês, mandarim, etc. Seus funcionários podem viver principalmente em um único ambiente cultural, dispersos por um grande número de pequenas comunidades étnicas em todo o mundo, mantendo ligações de comunicação multimídia específicas entre as comunidades. As redes mundiais de negócios Anglo, Japonês e Mandarim serão ocupadas por outras culturas e fisicamente dispersas na maioria dos casos. Software de tradução de idiomas. Versões especializadas poderão em breve ser confiáveis, convenientes e baratas o suficiente para muitos tipos de usos de pequenas empresas, como a tradução de manuais técnicos. Inglês está se tornando cada vez mais, de fato, uma linguagem para negócios e tecnologia. Uma questão interessante é que pequenas mudanças podem trazer a mudança de fase mais rapidamente. Algo tão simples quanto um sistema de teleconferência de voz amigável ao usuário pode ser o suficiente para derrubar os pingüins na água. Ou pode ser o acesso generalizado à Internet com conexões TCP / IP criptografadas e combinadas por rota e lousas virtuais. Outra questão interessante em qualquer nova tendência importante é quais serão os pontos de estrangulamento. Com o PC clonável, as CPUs da Intel e o DOS da Microsoft acabaram sendo os únicos elementos proprietários, com montagem, unidades de disco, terminais e similares altamente competitivos. A riqueza fluirá para os negócios que fornecem as ferramentas de gargalo para a próxima explosão em pequenos negócios multinacionais. O outro lado da pequena empresa multinacional é a criação de processos de mercado internos à grande corporação multinacional. Direito Autoral © 1997, 1999 by Nick Szabo

Design Centrado na Vida e os Novos Consumidores

Impacting investing, fundos mútuos focados em sustentavilidade, carnes baseadas em plantas levantando milhões, cartões de crédito que monitoram o orçamento pessoal de carbono. Os novos consumidores esperam um design centrado na vida. Photo by Sylvie Tittel on Unsplash Nossas preocupações com o aquecimento global, desmatamento, erosão da biodiversidade e migrantes do clima sofreram uma mudança cultural que está sendo refletida consumo. Cada vez mais as pessoas querem que suas compras reflitam as causas sociais, ambientais e políticas que elas defendem. O novo comportamento do consumidor, por consumo sustentável pressiona as organizações para que elas respondam aos novos valores sociais. Mas não apenas em nível de publicidade.  As preocupações sobre mudanças climáticas, instabilidades político econômicas e sustentabilidade precisam ser levadas ao design dos produtos. Antes, a sustentabilidade era vista como um diferencial, que torna os consumidores mais receptíveis às marcas. Agora, os consumidores não são apenas receptivos à mudança e aos produtos sustentáveis, agora eles exigem um design centrado na vida. As marcas que estão se adequando à sustentabilidade puderam observar um crescimento expressivo em seus negócios. As marcas sustentáveis da Unilever tiveram um crescimento 30% mais rápido do que os produtos não sustentável, sendo responsáveis por 70% do crescimento da empresa. Em 2019, as ações das empresas que produzem carnes baseadas em plantas disparam na bolsa de valores. "A Beyond Meat é uma verdadeira empresa disruptora e inovadora. Acreditamos que a carne baseada em vegetais pode exceder US$ 100 bilhões  nos próximos 15 anos." Ken Goldman, analista do JPMorgan Chase. As organizações que quiserem prosperar precisam redesenhar seus modelos de negócio, adaptando-os ao design centrado na vida, considerando a sustentabilidade e o consumo ético como coluna vertebral de sua produção. Como será o futuro? As organizações devem projetar suas operações com ênfase na logística reversa, diminuindo a obsolescência programada de seus produtos e focar em sustentabilidade. Da produção ao descarte dos seus produtos, a vida em todo seu aspecto deve ser considerado. A ascensão do desejo dos novos consumidores pelodesign centrado na vida será responsável por impulsionar o desenvolvimento de materiais alternativos, recursos sustentáveis, métodos de produção tradicionais, produtos orgânicos, selos de produção sustentável e garantia de origem via blockchain. Ao mesmo tempo, nações de todo mundo precisam se preocupar com migrantes do cliente e por isso, voltam-se cada vez mais para acordos transnacionais que pressionam para o desenvolvimento de produtos de carbono zero e uma sociedade livre de plástico. É claro que a sustentabilidade não é apenas uma obrigação, mas também uma oportunidade. As empresas capazes de monetizar com soluções de problemas sociais e ambientes lideraram seus setores e causaram disrupção no mercado. Abaixo, alguns exemplos de respostas do mercado ao desejo dos consumidores pelo design centrado na vida. Resposta do Mercado ao design centrado na vida. O Burger King criou o ''Impossible Whopper''’, um hambúrguer vegetariano feito pela Impossible Foods, empresa que já levantou capital de investidores como Bill Gates, Khosla Ventures, Google Ventures, Horizons Ventures e Open Philanthropy Project. A empresa Doconomy criou um cartão de crédito que permite rastrear e controlar o próprio orçamento pessoal de carbono. Com o cartão Doconomy, os consumidores podem rastrear e tracker o impacto de cada transação realizada. Empresas com negócio sustentáveis estão chamando atenção de grandes investidores. Os fundos mútuos de ESG (environmental, social and governance) já bateram o benchkmark e estão consolidando cada vez mais o mercado conhecido como impact investing.

Comunicação não-verbal e confiança entre humano-robô

Os robôs sociais que conseguem entender o comportamento não verbal serão comunicadores consideravelmente mais eficazes. Título e referência do artigo original: Modeling the Dynamics of Nonverbal Behavior on Interpersonal Trust for Human-Robot Interactions Autores: Jin Joo Lee and Brad Knox and Cynthia Breazeal MIT Media Lab 20 Ames st. E15-468 Cambridge, MA 02142 {jinjoo, bradknox}@mit.edu, cynthiab@media.mit.edu Resumo Descrevemos pesquisas para a criação de um modelo computacional para reconhecer a confiança interpessoal nas interações sociais. Descobrimos que quatro sinais gestuais negativos - inclinar-se para trás, tocar o rosto, tocar as mãos e cruzar os braços - juntos, são preditivos de níveis mais baixos de confiança. Três sinais gestuais positivos - inclinar-se para a frente, os braços no colo e os braços abertos - são preditivos de níveis mais altos de confiança. Nós treinamos um modelo gráfico probabilístico usando dados de interação social natural, o “ Trust Hidden Markov Model/ Modelo de Markov Confiável Escondido” que incorpora a ocorrência desses sete gestos importantes ao longo da interação social. O modelo Trust HMM prevê com precisão de 69,44% se um indivíduo está disposto a se comportar de forma cooperativa ou não com seu novo parceiro, comparativamente a um modelo de gestos ignorante, que atinge 63,89% de precisão. Tentamos automatizar esse processo de reconhecimento, detectando esses comportamentos relacionados à confiança por meio da tecnologia de captura de movimento 3D e algoritmos de reconhecimento de gestos. Nosso objetivo é, eventualmente, criar um sistema hierárquico - com reconhecimento de gestos de baixo nível para reconhecimento de confiança de alto nível - capaz de prever se um indivíduo acha que outro é um parceiro confiável ou não confiável por meio de suas expressões não verbais. Introdução Sinais honestos são sinais sociais primitivos comunicados entre as pessoas por meio de comportamentos inconscientes que contêm informações sobre intenções, objetivos e valores (Pentland, 2008). Ao observar esses comportamentos inconscientes, podemos ter uma ideia de como está indo um encontro (Pentland 2008) e com que êxito será feito um acordo (Maddux, Mullen e Galinsky, 2007). Esse trabalho sugere que, como grande parte de nossa comunicação está além das palavras, os robôs sociais que conseguem entender o comportamento não verbal serão comunicadores consideravelmente mais eficazes. Os robôs têm um imenso potencial para ajudar pessoas em domínios como cuidados com a saúde, e seu sucesso depende muito de sua capacidade de se comunicar e interagir efetivamente conosco. À medida que os robôs começam a trabalhar em estreita colaboração conosco, devemos considerar alguns fatores importantes de mediação que podem afetar o resultado da interação humano-robô. Variáveis ​​interpessoais como confiança, simpatia, engajamento, relacionamento e conforto devem ser projetadas de maneira apropriada em diferentes contextos. Em um contexto como assistência médica, onde robôs estão sendo usados ​​para coletar informações pessoais e sensíveis de pacientes, a confiança, em particular, é uma variável essencial a ser considerada (Wilkes et al. 2010). Estudos demonstraram que o aumento dos níveis de confiança facilita a comunicação aberta e leva a mais compartilhamento de informações (por exemplo, Maddux, Mullen e Galinsky 2007). Assim, quando os robôs coletam informações médicas, é possível obter uma comunicação e troca de informações mais eficazes, estabelecendo um senso apropriado de confiança com o paciente. Ao projetar para essas interações, precisamos responder como um robô pode: 1) obter o nível apropriado de confiança de um indivíduo (ou seja, o sinal de controle) 2) interpretar quanto um indivíduo confia no robô (ou seja, sinal de feedback). O trabalho apresentado aqui é um esforço para responder a esta segunda questão de como um robô pode entender ou detectar se um indivíduo o considera um parceiro confiável ou não. Este trabalho preliminar descreve o design e a implementação de um modelo computacional para reconhecer a confiança interpessoal nas interações sociais. Ao investigar primeiro sinais inconscientes, como sinais gestuais, identificamos como esse comportamento não-verbal é preditivo de resultados cooperativos ou de confiança posteriores. Em seguida, projetamos um modelo gráfico probabilístico em torno das sugestões preditivas resultantes e, através da tecnologia de captura de movimento 3D, tentamos automatizar esse reconhecimento de confiança, rastreando as sugestões não-verbais relacionadas à confiança. Estudo 1: Identificando pistas gestuais Iniciamos nossa investigação com um estudo exploratório para encontrar pistas gestuais preditivas de comportamentos confiáveis. O estudo consistiu em duas partes. Os participantes começaram se envolvendo em uma interação social com outro participante em um período de 5 minutos para “se conhecerem”. Na segunda metade do experimento, cada participante jogou individualmente o "Give Some Game" (um jogo do tipo dilema do prisioneiro para medir a confiança em termos de comportamentos cooperativos ou não cooperativos representados pelo número de tokens trocados (Van Lange e Kuhlman 1994)) em salas separadas e, em seguida, responderam alguns questionários. Um total de 43 interações diádicas, ou 86 indivíduos, participou do Estudo 1 (34 homens e 52 mulheres estudantes de graduação). Esse experimento produziu dados de interação, que consistem nos vídeos brutos do experimento, anotações totalmente codificadas em vídeo dos comportamentos do participante (face e corpo) e questionários que incluíam itens que avaliavam - em uma escala Likert de 7 pontos - quanto o participante confiou e gostou do seu parceiro. Consulte o nosso trabalho anterior (Desteno et al. 2012) para mais detalhes. Resultados Descobrimos que um conjunto de quatro pistas - tocar o rosto, cruzar os braços, inclinar-se para trás e tocar a mão - são juntos preditores de comportamento de desconfiança. Por meio de uma análise de regressão linear multinível, descobrimos que quanto mais um participante exibia esses comportamentos, menos tokens eles davam ao parceiro. Além disso, quanto mais um parceiro exibisse esses comportamentos de desconfiança, menos tokens o outro participante ofereceria a ele (Desteno et al. 2012). Também descobrimos um conjunto adicional de três pistas - inclinar-se para a frente, braços no colo e braços abertos - que, juntas, são preditivas de níveis mais altos de confiança [b = 0,047, p <0,031] em uma análise de regressão linear ( Lee 2011). Essas análises sugerem que as observações dessas sete dicas identificadas podem ajudar a prever a avaliação de um indivíduo sobre a confiabilidade do parceiro. Modelando a confiança usando o HMM Ao observar essas sete dicas durante toda a interação social de cinco minutos, procuramos prever com precisão o quanto um participante confiará em seu parceiro - com o número de tokens que um participante decidiu dar a seu parceiro representando quanto ele confiava no parceiro para jogar cooperativamente. Especificamente, criamos dois modelos ocultos de Markov (HMMlow e HMMhigh) para determinar se um indivíduo exibirá níveis baixos ou altos de confiança em relação a seu novo parceiro, cada sugestão gestual que ocorre durante uma interação social altera o estado oculto do HMM. No final da interação, a previsão é a classe correspondente ao HMM para o qual a probabilidade de log dos dados de observação gestual é mais alta. Por meio de uma validação cruzada excluída, nosso melhor resultado com 1 estado para HMMlow e 5 estados para HMMhigh teve uma precisão de reconhecimento de 69,44% com uma linha de base de 63,89% (uma modelo ignorante de gestos que sempre prediz a classe mais comum). Portanto, esse modelo de confiança é capaz de diferenciar, com precisão acima da linha de base, se um indivíduo terá julgamentos de confiança baixos ou altos de seu novo parceiro, observando a sequência de sinais preditivos que ele / ela emite. Estudo 2: Capturando dados de gestos 3D Nosso modelo preliminar tenta prever se uma pessoa confia ou não em seu novo parceiro, se comportando de forma cooperativa em um jogo Give Some Game econômico, observando um conjunto de pistas gestuais informativas que se desdobram em uma interação social. Supondo que possamos melhorar nossa precisão de previsão, um método automatizado de detectar esses sinais gestuais de interesse - em vez de uma codificação manual rigorosa - permitirá a avaliação automatizada da confiança. Figura 1: O Kinect fornece um mapa de profundidade e um mapa de imagem RGB de uma cena, e o algoritmo NITE do OpenNI rastreia os movimentos de uma pessoa através do rastreamento do esqueleto. Usamos a tecnologia de captura de movimento 3D e algoritmos de reconhecimento de gestos para detectar quando essas dicas não verbais estão sendo comunicadas. Para coletar dados, replicamos o cenário no Estudo 1, mas adicionamos sensores Kinect no ambiente. Um total de 28 interações diádicas, ou 56 indivíduos, participaram deste estudo 2. Ao treinar várias máquinas de vetores de suporte (SVMs), conseguimos detectar com segurança quando um indivíduo se inclina para a frente, se inclina para trás ou não, com um reconhecimento médio precisão de 83,7%. No entanto, os cinco gestos preditivos restantes foram detectados de maneira não confiável. Trabalho contínuo No momento, estamos trabalhando para melhorar as taxas de precisão dos sistemas de reconhecimento de confiança e gesto. Esperamos, eventualmente, mostrar um sistema hierárquico - com reconhecimento de gestos de baixo nível para reconhecimento de confiança de alto nível - que seja capaz de prever, a partir de expressões não verbais, se um indivíduo acha que outro é um parceiro confiável ou não. Referências Desteno, D.; Breazeal, C.; Frank, R. H.; Pizarro, D.; Baumann, J.; Dickens, L.; and Lee, J. J. 2012. Detecting the Trustworthiness of Novel Partners in Economic Exchange. Psychological Science. Lee, J. J. 2011. Modeling the Dynamics of Nonverbal Behavior on Interpersonal Trust for Human-Robot Interactions. Masters thesis, Massachusetts Institute of Technology. Maddux, W.; Mullen, E.; and Galinsky, A. 2007. Chameleons bake bigger pies and take bigger pieces: Strategic behavioral mimicry facilitates negotiation outcomes. Journal of Experimental Social Psychology 44(2):461–468. Pentland, A. S. 2008. Honest Signals. MIT Press. Van Lange, P. A. M., and Kuhlman, D. M. 1994. Social value orientations and impressions of partner’s honesty and intelligence: A test of the might versus morality effect. Journal of Personality and Social Psychology 67(1):126–141. Wilkes, D. M.; Franklin, S.; Erdemir, E.; Gordon, S.; Strain, S.; Miller, K.; and Kawamura, K. 2010. Heterogeneous Artificial Agents for Triage Nurse Assistance. 2010 10th IEEERAS International Conference on Humanoid Robots 130–137.

Cynthia Breazeal, a pioneira na interação social entre robôs e humanos

Robôs tocam algo profundamente humano dentro de nós. Para mim, os robôs são sobre pessoas. - Cynthia Breazel Kismet (2000) Em sua tese de doutorado, nos anos 2000, quando os robôs pessoais eram sonhos de ficção, Cynthia Breazeal desenvolveu o robô Kismet. O primeiro robô humanóide de Breazeal foi desenvolvido para explorar como as máquinas poderiam realizar uma troca social expressiva com humanos, respondendo à sua linguagem corporal, voz e humor. Mas é óbvio, para ensinar à um robô como responder à variação de humor de um humano, é necessário entender o ser humanos antes de tudo. Talvez seja isso porque essa pesquisadora me inspira tanto. O trabalho de Breazeal é sempre, e antes tudo, uma profunda compreensão dos problemas, desejos, necessidade e funcionamento dos seres humanos. O robô Kismet foi desenvolvido para imitar as expressões humanas primitivas, como medo, raiva, alegria e nojo.  O foco na concepção de Kismet foi modelar um robô que respondesse como uma criança. Por isso, ele tem olhos grandes, é todo desengonçado e foto, com grandes  lábios vermelhos.  Kismet arriscava canções de bebê, mantinha contato visual e respondia de forma primitiva à emoções. Kismet & Cynthia Breazeal Leonardo (2002) O próximo robô de Cynthia Breazeal foi Leonardo, uma tecnologia muito mais cara, desenvolvida através de uma colaboração com Stan Winston Studio. Inspirado no gremlins Gizmo, Leonardo foi levado à um novo nível. A pesquisadora usou o robô para investigar habilidades de cognição social e aplicar a Teoria da Mente em robôs. Leonardo foi equipado com a capacidade de aprender e utilizar suas referências sociais para imitar a interação com humanos, respondendo-as de forma muito mais efetiva que Kismet. Cynthia Breazeal & Leonardo Nexi (2008) O robô Nexi, desenvolvido no MIT Media LAB levou a questão da expressão fácil à outro nível. A primeira vez em que vi uma foto sua, eu imitei a expressão de Nexi, dado o apelo emocional que o robô consegue transmitir.Nexi é um robô MDS (móvel, habilidoso, social), ou seja, ele tem a capacidade de se comunicar com humanos, através de termos humanos. Nexi movimenta suas sobrancelhas, expressa raiva, tristeza, surpresa  e encanta/assusta as pessoas.  Além de face, o robô possui mãos, ouvidos e nos olhos, uma câmera infravermelha 3D e telêmetro responsável por captar e responder, em tempo real aos estímulos apresentados a ele. as expressões do robô Nexi

Camila Farani, bicampeã como Melhor Investidora-Anjo

Camila Farani é um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil. E um exemplo a ser conhecido por todas as mulheres que buscam um exemplo. Farani acumula uma série de títulos que inspiram. Talvez, o mais impressionante seja como única mulher bicampeã premiada como Melhor Investidora-Anjo no Startup Awards 2016 e 2018. Além disso, ela é sócia-fundadora da G2 Capital, uma butique de investimentos, focada em empresas de tecnologia. No portólio da G2, está startups como Gama Academy, um projeto de educação digital, Bossa Nova, uma micro venture capital que ja investiu em mais de 150 startups, house of fintech, uma espécie de coworking focado em empresas de tecnologias para o mercado financeiro e inúmeros outros projetos inovadores. O Gato MIA Mas ela não é apenas um exemplo para mulheres. Camila Farani coloca na prática a ideia de que líderes são aqueles que fazem novos lideres. Em 2014, ela co-fundou o grupo Mulheres Investidoras Anjo (MIA), um projeto focado em fomentar a cultura de investimento em mulheres. Eu já escrevi um post sobre mulheres a frente de grandes fundos de investimento. E apesar de haver grandes nomes representando o sexo feminino, a disparidade de genero no setor ainda é extremamente acentuada. Mas sem dúvida nenhuma, Farani é um desses nomes. De 2016 a 2018, presidiu o Gávea Angels, um dos primeiros grupos de investimento anjo do Brasil. O Gávea já aportou em empresas como Tevec, HotelQuando, Geekhunter, descomplica e inúmeras outras startups. A história da Camila Farani entretanto, alcançou outro patamar quando ela passou a fazer parte do elenco co Shark Tank, um programa de televisão especializado em investimento. Ao lado de nomes como João Appolinário, fundados da Polishop, Caito Maia, fundador da Chili Beans, o dono da China in Box, Robison Shiba e a empresária Chris Arcangeli, Farani tem se destaco no universo dos investimentos.

Miquela Sousa, a IA e Influencer Digital Brasileira de 1.5K de seguidores

A primeira-ministro da Nova Zelândia pode ser o líder mais eficaz do planeta

O estilo de Ardern seria interessante - um líder mundial em roupas confortáveis ​​apenas conversando casualmente com milhões de pessoas! - e nada mais, se não fosse pelo fato de sua abordagem ter sido combinada com políticas que produziram resultados reais e líderes mundiais. O texto é uma tradução livre do artigo " New Zealand’s Prime Minister May Be the Most Effective Leader on the Planet". A pandemia de coronavírus pode ser o maior teste de liderança política que o mundo já testemunhou. Todo líder do planeta está enfrentando a mesma ameaça potencial. Todo líder está reagindo de maneira diferente, em seu próprio estilo. E todo líder será julgado pelos resultados. A chanceler alemã Angela Merkel abraça a ciência. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro rejeita. Os briefings diários do presidente Donald Trump são um espetáculo circense, enquanto o primeiro-ministro indiano Narendra Modi não realiza nenhum briefing regular, mesmo quando ele trava 1,3 bilhão de pessoas. Jacinda Ardern, a primeira-ministra de 39 anos da Nova Zelândia, está abrindo caminho. Ela mantém um estilo de liderança e de empatia mesmo em uma crise em que as pessoas ficam defensivas. Suas mensagens são claras, consistentes e de alguma forma, simultaneamente preocupantes e calmantes. E sua abordagem não está apenas ressoando em um nível emocional. Também está funcionando muito  bem. As pessoas sentem que Ardern "não prega para elas, mas que ela está do lado delas ", disse Helen Clark, primeira-ministra da Nova Zelândia entre 1999 e 2008. “Eles podem até pensar: Bem, eu não entendo bem por que [o governo] fez isso, mas eu sei que ela está nos recuperando. Há um alto nível de confiança nela por causa dessa empatia. " Ela é "uma comunicadora", acrescentou Clark, notando que Ardern se formou em comunicação. “Esse é o tipo de crise que fará ou acabará com os líderes. E  o momento está tornando Jacinda uma líder. Uma das inovações de Ardern foram os chats frequentes do Facebook Live, que conseguem ser informais e informativos. Durante uma sessão realizada no final de março, quando a Nova Zelândia se preparava para o confinamento, ela apareceu em um moletom bem usado em sua casa (ela havia acabado de colocar sua filha pequena na cama, explicou) para oferecer orientação de “como todos devemos nos preparar para o isolamento'' . Ela simpatizou com quão alarmante deve ter sido ouvir a “buzina alta” que precedeu a mensagem de alerta de emergência  que todos os neozelandeses receberam, informando-os de que a vida como eles conheciam estava temporariamente suspensa. Ela introduziu conceitos úteis, sobre como pensar  “nas pessoas [que] estarão em sua vida de forma consistente durante esse período de tempo” como sua “bolha” e “agir como se você já tivesse COVID-19” em relação àquelas fora da sua bolha. Ela justificou políticas severas com exemplos práticos: as pessoas precisavam permanecer nos seus locais, porque e se fossem de carro para algum destino remoto e seu carro quebrasse? Ela disse que como mãe sabe que é realmente difícil evitar playgrounds, mas o vírus pode viver em superfícies por 72 horas. Ela disse que esperava que o isolamento duraria várias semanas, e que os casos aumentariam abruptamente, mesmo quando os neozelandeses começaram a se esconder em suas casas. Por causa do comportamento do coronavírus, "não veremos os benefícios positivos de todo o esforço que você estamos fazendo ao nos auto-isolar ... por pelo menos 10 dias. Portanto, não desanime ", disse ela. Em um Facebook Live mais recente, uma das funcionárias de Ardern entrou em seu escritório no momento em que ela estava iniciando uma explicação detalhada de como seria a vida assim que o governo começasse a diminuir seu bloqueio. "Oh, olhe, é Leroy!" ela exclamou, garantindo aos espectadores que ele estava em sua "bolha do trabalho". Um brinquedo de criança era visível logo atrás de sua mesa. A cena parecia adequada para uma época em que trabalho e vida colidem constantemente. Enquanto Ardern conduz briefings diários mais formais e convencionais com outras autoridades e jornalistas, ela também dá um toque pessoal a eles. "Trump faz seus briefings, mas esse é um tipo diferente de programa", disse Clark. "Em nenhuma ocasião Jacinda desdenhou e atacou um jornalista que fez uma pergunta", observou ela, em referência às repetidas tiradas do presidente americano contra jornalistas. (Quando um repórter esqueceu sua pergunta ao ser chamado durante um briefing recente, Ardern brincou dizendo que ela estava preocupada com o fato de ele não estar dormindo o suficiente.) "Ela não vende informações erradas, ela não culpa a mudança, ela tenta gerenciar as expectativas de todos ao mesmo tempo que oferece notas tranquilizadoras ", escreveu-me em um email Van Jackson, estudioso de relações internacionais da Universidade Victoria de Wellington e ex-funcionário do Departamento de Defesa durante o governo Obama. “Ela usa o púlpito para intimidar a sociedade em direção a nossos melhores comportamentos - 'Seja gentil um com o outro' e esse tipo de coisa. Eu acho que isso é mais importante do que as pessoas percebem e reverbera nas atitudes locais. " O estilo de Ardern é interessante - um líder mundial em roupas confortáveis ​​apenas conversando casualmente com milhões de pessoas! - e nada mais, se não fosse pelo fato de sua abordagem ter sido combinada com políticas que produziram resultados reais e exemplos mundiais. Desde março, a Nova Zelândia tem sido única em estabelecer um objetivo nacional de não apenas achatar a curva nos casos de coronavírus, como a maioria dos outros países pretendia. O país pretende eliminar completamente o vírus. E está no caminho certo para fazê-lo. O teste COVID-19 é generalizado. O sistema de saúde não foi sobrecarregado. Novos casos atingiram o pico no início de abril. Doze pessoas morreram no momento da redação deste texto, em uma população de quase 5 milhões.  (* 21 de abril) Como uma coleção de ilhas relativamente isoladas no fundo do Pacífico Sul, a Nova Zelândia estava em uma posição favorável para eliminar o vírus. "Como tivemos poucos casos aqui, poderíamos trabalhar em direção a uma estratégia de eliminação'', disse Clark. "É sem dúvida uma vantagem estar sentado na periferia do mundo, porque você tem a chance de ver o que está circulando do exterior". Mas o governo de Ardern também tomou uma ação decisiva e imediatamente. A Nova Zelândia impôs um bloqueio nacional muito mais cedo do que outros países e proibiu os viajantes da China no início de fevereiro, antes que a Nova Zelândia registrasse um único caso do vírus. Ele fechou suas fronteiras para todos os não residentes em meados de março, quando havia apenas alguns casos. Michael Baker e Nick Wilson, dois dos principais especialistas em saúde pública da Nova Zelândia, escreveram na semana passada que a intervenção precoce deu tempo às autoridades para desenvolver medidas que poderiam acabar com a transmissão do coronavírus, como quarentena rigorosa nas fronteiras do país, expansão dos testes de COVID-19 e rastreamento de contatos. Jackson, estudioso de relações internacionais, disse que a decisão do governo de Ardern de revelar seu sistema de alerta em quatro níveis (que passou para o nível 4 no final de março) no início da crise “foi excelente para nos preparar psicologicamente para um passo com seriedade ”, um modelo que “ não poderia ser mais diferente da abordagem de Trump de O que farei hoje?'”. O sucesso, claro, não é só pelo que Ardern está fazendo, é também o produto de um impressionante esforço coletivo de instituições de saúde pública, políticos da oposição e neozelandeses como um todo, que cumpriram amplamente as restrições de distanciamento social. Mas está medida está se desgastando. Embora o governo tenha revelado muitas medidas de estímulo econômico, alguns políticos da oposição e especialistas em saúde pública agora estão exigindo que o bloqueio se flexibilize. Eles acusam o governo de exagerar e argumentam que a Austrália conseguiu reduzir novos casos de coronavírus sem o severo bloqueio que a Nova Zelândia sofreu. Ardern é semelhante a Barack Obama no sentido de que ela está "polarizada em casa, enquanto se torna popular no exterior", disse Jackson. De fato, uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisa de mercado Colmar Brunton, no início de abril, constatou que 88% dos neozelandeses confiavam no governo para tomar as decisões corretas sobre a abordagem do COVID-19 e 84% aprovavam a resposta do governo à pandemia, em cada caso superior ao encontrado pela empresa nas sete maiores economias avançadas do mundo, incluindo os Estados Unidos. Os cidadãos da Nova Zelândia apoiaram as políticas do governo, apesar de muitos sentirem dores econômicas, pelo menos no curto prazo, como resultado delas. Jackson alertou que, embora Ardern e muitos jovens líderes europeus tenham navegado habilmente pela crise do coronavírus, ele ainda se preocupa com o modo como essa nova geração de líderes lidará com o que vem depois dela. "A tomada de decisão estratégica e a tomada de decisão em crise são muito diferentes", observou ele. “O mundo vai mudar, principalmente para o pior, nos próximos anos. Uma grande depressão parece quase inevitável. O oportunismo estratégico da China não tem limites. Em toda parte, os ditadores estão usando a pandemia para solidificar o controle das sociedades. As instituições multilaterais não estão cumprindo as promessas. Superar esta crise intacta é apenas um passo em um processo mais longo em direção a um admirável mundo novo. ”

Carnes feitas de plantas

A indústria da carne vem sofrendo há muito tempo com críticas que vão do maus tratos animais a possível correlação entre carne vermelha e alguns tipos de câncer. Debates sobre ética animal e saúde tem atraído cada vez mais pessoas para dietas vegetarianas e veganas. De fato, há poucos anos atrás, era praticamente impossível encontrar opções de lanches vegetarianos. Hoje, até os fast foods já apresentam opções para aqueles sensíveis aos problemas da indústria da carne. Um estudo publicado pela Euromonitor aponta que o mercado de substitutos de carne já representa US$ 19,5 bilhões e o público-alvo desse segmento deve crescer entre 6,8% e 9,4% até 2025. No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do Ibope de 2018, representando cerca de 30 milhões de pessoas. a Diante desse cenário, inúmeros negócios estão sendo criados para responder à sensibilidade dos novos consumidores ao consumo responsável. Um dos exemplos mais inovadores, é as novas carnes feitas de plantas que -diferente dos hambúrgueres convencionais veganos, feitos de soja ou lentilha- prometer imitam sabor, cor e textura da carne. Uma nota recente, lançada pela Jefferies, prevê que a indústria de carne alternativa poderia atingir US$ 240 bilhões em receita até 2040. A Beyond Meat, uma foodtech especializada em carnes feitas de planta tive um sucesso surpreendente em sua IPO e suas ações superando outros grandes nomes como Uber e Lyft. A ideia das empresas que lançaram carnes feitas de plantas que conseguem fornecer a mesma experiência que as carnes feitas de animais, é que os consumidores não precisam escolher entre ética e sabor. Eles podem ter os dois. Abaixo, separamos algumas das empresas que estão se destacando na criação de carnes feitas de plantas e mudando drasticamente o futuro da alimentação. Futuro Burger Um futuro sem carnes, sem transgênicos, sem glúten e com gosto de hambúrguer, quem ousaria colocar algum defeito? O Futuro Burguer conseguiu! A foodtech brasileira Fazenda Futuro criou um hambúrguer feito a partir da proteína da ervilha, proteína isolada da soja e do grão de bico, além de beterraba para dar a cor de carne mal passada. E há poucos meses estreou sua linguiça do futuro. Mas a ousadia dessa empresa parece não ter limites. A empresa atingir não apenas vegetarianos e veganos, como se consolidar como referência na indústria da carne, por isso a estratégia da beterraba. O Hambúrguer do Futuro já está disponível em alguns supermercados como o Pão de Açúcar e o St. Marché, mas você também pode experimentar na Lanchonete da Cidade, em São Paulo, ou no T.T Burger, no Rio de Janeiro. Preparado para o futuro dos hambúrgueres? Impossible Burger A Impossible Foods, uma empresa especializada em produtos que imitam carne de origem animal, mas que são completamente feitos de plantas, também está fazendo muito sucesso. O primeiro estabelecimento a vender os os hamburgers impossiveis foi o restaurante Momofuku Nishi, em Nova York. Pouco tempo depois, o produto começou ganhar popularidade e a ser distribuído por grandes empresas, como Red Robin, White Castle e Burger King. Atualmente, o produto também está disponível nos supermercados. O sucesso da Impossible Foods pode ser resultado do uso da legemoglobina de soja (conhecida como heme) como aditivo de cor e sabor de um hambúrguer de carne comum. Outro ponto interessante sobre o produto, é que mais de 90% das vendas da Impossible são derivadas de flexitarianos e não de vegetarianos ou veganos. Beyond Meat A Beyond Meat tem feito muito sucesso no mercado, com parcerias diversificadas de cadeiras de fast-food de diferentes segmentos. Aproximadamente metade da receita da Beyond veio de vendas de supermercado no último trimestre, consolidando-se como um produto de grande popularidade no gosto do público em geral. Como resultado desse sucesso, em pouco tempo, a avaliação da Impossible foi de US$ 2 bilhões para US $ 5 bilhões no mercado secundário, animando o mercado acionário. Os tradicionais na indústria das carnes feitas de planta Mas a indústria das carnes feitas de plantas não está mobilizando apenas foodtech. Empresas como Sadia (BRF), Seara (JBS) e Burger King também estão na jogada, apesar de não conseguirem gerar tanto buzz com seus novos produtos. JBS e a linha Incrível A JBS foi a primeira grande empresa alimentícia brasileira a criar uma linha completa de produtos focados em vegetarianos. Na Gulfood, uma feira de alimentos que acontece em Dubai, em que são exibidos as últimas inovações do mercado de alimentos, a JBS foi a única empresa brasileira finalista do prêmio de inovação, com dois produtos da linha Incrível, o hambúrguer e o kibe feitos de plantas. A linha de alimentos Incrível é 100% vegetais, feita a partir de proteína de ervilha e soja, enriquecida com ferro e vitamina B12 e também não tem gordura trans. A linha atualmente conta com sete produtos: hambúrguer de carne e soja, um nugget de frango, kibe de carne, a carne oriental, o escondidinho e salsinha incrível. A linha Incrível Seara é produzida no Brasil e deve começar a aparecer em redes de restaurantes, estádios e grandes varejistas como Allianz Parque, Applebee’s, Rodeio, Detroit’s Steakhouse, Habib’s e Subway nos próximos meses. No exterior, ela será exportada para alguns países da África e do Oriente Médio. Sadia Veg&Tal A BRF lançou a Sadia Veg&Tal, uma linha vegetariana de hambúrguer, bacon, nuggets à base de vegetais. Os nuggets são feitos à base de proteína vegetal, com flocos de milhos, proteína de soja, óleo de girassol, sal, cebola, fibra de batata e algumas especiarias. O hambúrguer tem base de proteína vegetal, com óleo de coco, proteína de soja, óleo de girassol, cebola, beterraba, fibra de batata, ervas e especiarias, sal, alho e tomate, e vem em embalagem com duas unidades. Os produtos vegetais estão sendo produzidos na Europa, por meio de um parceiro. Mas além desses produtos, a empresa também criou um produto de tortas vegetarianas, que estão sendo produzidas em Ponta Grossa, no estado do Paraná. Burguer King e o Rebel Whopper No ano passado, o Burger King lançou o Rebel Whopper no Brasil, um sanduíche de hambúrguer vegetal, em parceria com a Marfrig, uma das maiores processadores de carne animal do mundo. O hambúrguer feito de ingredientes vegetais e zero colesterol já está sendo comercializado nas redes do fast-food, mas sua composição não é inteiramente vegana. A versão oficial do Rebel Whopper leva alface, tomate, queijo, maionese, picles, cebola e pão com gergelim. Ou seja, não é vegano. Nos Estados Unidos, a rede oferece o Impossible Whopper, em parceria com a Impossible Foods.

Smartwatch e Rituais Religiosos

Para que uma Inovações tecnológicas será considerada uma verdadeira tendência, além de rigor técnico e uma grande dose de criatividade, ela precisa solucionar problemas humanos e engajar pessoas. Um bom exemplo, são as tecnológicas que estão sendo desenvolvidas para atender às necessidades dos rituais e dos consumidores religiosos. Historicamente, a religião tem tipo pouca penetração da tecnologia. E tirando casos em que os dogmas proíbam o uso de tecnologias, não há porque acreditar que isso será assim por muito mais tempo. Muitas religiões estão desenvolvendo novas estratégias para engajar as gerações mais novas, talvez, produtos tecnológicos desenhados para religiões possam oferecer boas estratégias para esse engajamento. Para as próximas gerações de nativos digitais, tecnologias como IoT serão quase inseparável de sua individualidade. Como resultado, a tradição religiosa também precisará se digitalizar. Um exemplo interessante é o smartwatch desenhando por Gyu Hyung Han, o Qibla. O relógio inteligente foi projetado para ajudar muçulmanos a se localizar e realizar suas operações diárias sem problemas com identificação geográfica. Afinal, já sabemos há algum tempo que novas gerações tem prejudicado seu senso de localização devido ao uso de GPS. O Qibla rastrea a direção de Meca e a posição do sol para garantir que seus usuários sempre saiba com precisão para que lado devem realizar suas operações diárias. O dispositivo possui um design totalmente preto, com uma borda dourada tátil. O relógio é apenas um exemplo de como a tecnologia continuará penetrando todas as esferas da vida social, inclusive os rituais religiosos.

Biomimética: a arte de resolver problemas complexos mimetizando a natureza

Biomimética (Biomimetics ou Biomimicry) é arte de se observar fenômenos e processos da natureza, para desenvolver soluções e produtos inovadores para problemas complexos. Através da Biomimética, cientistas, designers e product owners se inspiram em elementos da natureza -como formas e funções- para criam produtos que vão da indústria têxtil à inteligência artificial. O que é a Biomimética? A biomimética é uma área de estudo que busca inspiração em estruturas biológicas para aprender as soluções e estratégias que a natureza tem desenvolvido. A partir dessa compreensão, desenvolvedores, cientistas e design buscam mimétizar essas soluções, resolvendo seus próprios problemas. Leonardo da Vinci há mais de cinco séculos já produzia esboços de máquinas voadoras através da biomimética, já que ele usava a anatomia e do voo dos pássaros como inspiração. Porém, apesar da biomimética ser possivelmente algo que sempre aconteceu, nós sabemos muito mais do que somos capazes de articular. Por isso, o termo é reletivamente recente. O termo biomimética surgiu pela primeira vez em 1997, no livro Biomimicry: Innovation Inspired by Nature, escrito pella biológa Janine Benyus, cofundadora do Biomimicry 3.8 e do Biomimicry A obra é incrível e conta como algumas inovações em computação e engenharia foram criadas a partir da mimesis da natureza. Como usar a Biomimética? Para Benyus, existem duas formas de criar um novo produto usando a biomimética. A primeira é através de um desafio real. Pode ser qualquer coisa, por exemplo, economizar energia. Assim que existe um problema identificado, o pesquisador deve investigar como a natureza tem resolvido problemas análogos. Através desse mapeamento, é possível começar a observar como a biomimética pode ajudar na solução do problema em questão. A segunda forma é olhar diretamente para determinado fenômeno, animal ou função e entender como ele funciona e como a mimetização daquele sistema pode ser usada em uma protipagem capaz de resolver algum problema no mundo. Essa estratégia é uma imersão através das complexidades da natureza e seus sofisticadas sitemas. A verdade, é que a natureza é uma fonte inesgotável de inspiraçõ, que sempre foi usada. Mas agora, na era do design centrado na vida, ela se torna mais do que isso. Com a emergência dos problemas ambientes e da escassez dos recursos naturais, a biomimética talvez seja uma das melhores aliadas da humanidade. O Biomimicry Thinking Iniciativas como AskNature, buscam sistematizar a biomimética e criar um catálogo, capaz de ajudar profissionais de diferentes setores a resolver seus problemas através da natureza. Na plataforma, é possível conhecer algumas estratégias que a natureza vem desenvolvendo, analisar uma lista de design que já foram criados através da biomimética, assim como uma séria de conteúdos e coleções sobre o tema. A ideia do projeto é funcionar como um hub de biomimética, em que diferentes pessoas, empresários e iniciativas possam observar a natureza e resolver seus problemas com design mais eficientes e inovadores. Para te ajudar em sua jornada através da biomimética, separamos alguns exemplos super interessantes de como a natureza está sendo usada para criar produtos inovadores Exemplos de Biomimética Velcro e o passeio no Bosque Uma das soluções mais popularezes da biomimética é o velcro. O tecido foi criado em 1941, pelo engenheiro Georges de Mestral que percebeu, após seu passeio, o mecanismo através do qual os carrapichos conseguiam se prender em sua calça e se dispersar pelo território. Ele então buscou simular o sistema de microganchos para fixar objetos em um tecido e criou o velcro. Telas de Led e o Acasalamento dos Mosquitos Quando foram criadas, as telas de Led tinham um grande problema com os altos gastos energéticos que a tecnologia exigia. O problema foi solucionado através da biomimética dos olhos de mosquitos, que utilizam a bioluminescência e através de uma camada antirreflexiva, conseguem eliminar a perda de luz e aumentar sua eficiência para o acasalamento. Trem- Bala e o Martim-Pescador Há mais de 15 anos, o trem bala já havia sido desenhado e conseguia atingir seu objetivo de ser extremamente rápido, 350 quilômetros por hora. Mas, havia um problema, quando o trem saia do túnel, ele causava um barulho insuportãvel, devido a diferença na pressão do ar no interior e exterior do túnel. Os engenheiros do projeto conseguiram resolver esse problema imitando o bico do pássaro martim pescador, um pássaro famoso por seus mergulhos extremamente rápidos na busca de peixes. Confere o vídeo abaixo para saber mais sobre essa biomimesis.

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